Exportação de Morangos Volta a Crescer

Morangos portugueses são cada vez mais procuradosAs últimas ‘Estatísticas Agrícolas’ publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que Portugal exportou, em dois anos, mais de sete mil toneladas de morangos frescos, o equivalente a uma receita de 19,5 milhões de euros, de um fruto cada vez mais procurado pelos mercados externos.

Os dados do INE indicam que o nosso País colocou no exterior quatro mil toneladas de morangos em 2010 e três mil no ano seguinte. Em 2011 as vendas renderam oito milhões de euros e no ano anterior 11,5 milhões de euros. No ano passado, as exportações de morango cresceram 19%.

Esta cultura ocupa uma área de 550 hectares e atinge uma produção anual superior a 12 mil toneladas, segundo dados apurados há dois anos pelo Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-alimentares (OMAIA).
morangos estatísticas

O Algarve, o Ribatejo e Oeste e o Alentejo concentram o grosso da produção, mas a Beira Litoral e Trás-os-Montes também possuem núcleos importantes, com a vantagem de terem uma maturação mais tardia.

O Reino Unido, a França, a Holanda e alguns países do Norte da Europa são mercados onde o morango português tem boa aceitação, segundo o OMAIA.

O maior produtor é os EUA, (28% da produção mundial) e o conjunto dos países da Europa produzem 40% do total, destacando-se a Espanha, Polónia, Rússia, Itália e a Alemanha. A Ásia contribui com 18%, com maior relevo para o Japão, a Coreia do Sul e a Turquia.

Há morangos no mercado durante todo o ano, mas a maior produção é em Abril. Mas, segundo o OMAIA, “muitos produtores estão a apostar no período entre o Natal e o Carnaval, altura em que os preços são mais elevados e a partir de meados de Maio até ao final do Verão, quando, devido às elevadas temperaturas, os espanhóis não conseguem produzir”.

O morangueiro, originário do Chile e dos Estados Unidos da América, começou a ser cultivado para consumo na Europa a partir do século XIV, na corte de Carlos V, em França. No século seguinte, a cultura expandiu-se para Inglaterra e foi largamente difundida por toda a Europa até finais do século XIX.

Fonte: http://www.vejaportugal.pt/morangos-portugueses-sao-cada-vez-mais-procurados-no-estrangeiro/

foto: Driscoll’s

AVISO plantações pequenos Frutos

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Os engenheiros agrónomos da AGRIMINHO têm sido chamados nas últimas semanas para resolver situações criticas em plantações de Mirtilo e de Framboesa realizadas no Norte de Portugal.
Em todos os casos tem-se assistido a problemas gravíssimos que comprometem a produtividade nos próximos 4 anos, no caso do mirtilo, e podem obrigar à replantação da framboesa e mirtilo em alguns casos.

É fundamental que:

1 – Em todas as plantas de mirtilo (excepto Elliot), as flores e os frutos sejam suprimidos, pelo menos no primeiro ano. Quando a planta tem fruto as raízes reduzem o crescimento. Numa planta pequena o volume de raízes é mínimo e assim não tem possibilidade de expandir. Há evidências e muitos estudos que indicam perdas de até 40% da produção no terceiro ano consequência de se ter deixado a flor.

2- Não pode haver qualquer erva numa faixa de 50 cm para cada lado da linha de plantação. O mirtilo é um péssimo competidor, sobretudo em terrenos férteis. Apenas algumas infestantes são suficientes para reduzir o crescimento da planta, que ficará enfezada. Deve-se usar mulching, cobertura de estilha de madeira, serradura, casca de pinheiro (todas curtidas) ou plástico e tela, SEMPRE, em complemento, em complemento sublinha-se, pode-se usar um programa com uso de herbicida, mas não deve ser em exclusivo, e se sim, tem que ser eficiente, não se permitindo o crescimento de autênticas florestas em que as plantas mal se vêm. No caso da framboesa as infestantes podem ainda agravar o problema por fomentarem o aparecimento de míldio, com a consequente morte da planta.

3 – Observa-se elevada mortalidade de mirtilos, sobretudo quando provenientes de vasos mais pequenos, em consequência de ataques de pedroto da vinha, Otiorhynchus sulcatus (que rói as raízes) e, sobretudo, pelo fungo Phytophthora cinnamomi (podridão das raízes), em solos pesados em que a plantação não foi feita em camalhão, com incorporação de serrim, ou sem matéria orgânica reactiva como turfa e substratos. Há que drenar os solos e eventualmente prever a replantação corrigindo estes erros. (além da morte das plantas a falta de arrejamento reduz drasticamente a produção. Dar preferência à rega por aspersão no caso de ataques fúngicos das raízes (quando não se usam telas)
No caso da praga consultar os nossos serviços técnicos para avaliar a forma de intervenção.

4 – Plantações de framboesa que se apresentam raquíticas por se encontrarem em solos de pH demasiado baixo, apresentando diversas carências nutritivas. Há que corrigir o pH urgentemente , este deve estar entre 5,5 até 6,5.

Temos também registado vários fenómenos de escaldões em framboesa em estufas mal arejadas, e plantas de mirtilo com deficiências de nutrição, consequência da utilização desequilibrada de fertilizantes, sobretudo falta de fósforo solúvel, cálcio e magnésio, além da falta de água, é mais eficiente uma rega repartida em dois momentos do que abundante num só momento.

Como os problemas são muito generalizados desde já fazemos estes alertas.

Ao dispor

AGRIMINHO